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Trabalhadores rurais não comparecem ao STR em Amarante e Assembleia Geral não é realizada

Edição e postagem: Denison Duarte, em 31-07-2015 21:47 | Última modificação: 01-08-2015 13:21
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Hoje, sexta-feira (31), seria o dia da Assembleia Geral Ordinária do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Amarante para apresentação do boletim financeiro, leitura da ata e discussão de outros assuntos de interesse dos sócios.

O evento, que acontece no último dia util de cada mês, não foi realizado porque nenhum agricultor compareceu ao local.

A decisão dos trabalhadores pode ser vista como o retrato da insatisfação da categoria após os escândalos no processo eleitoral envolvendo a atual diretoria, composta por Ângela Maria, presidente; Ronalva Feitosa, vice-presidente; José Pereira, tesoureiro; e Deusilene Teles, segunda tesoureira.

Concorreram às eleições da entidade no dia 26 de abril Ângela Maria, membro da Chapa 1; e a sindicalista Luíza Neta, membro da Chapa 2.

No dia 24 de maio, domingo, mais de 500 trabalhadores, na tentativa de reversão dos resultados do pleito, quiseram realizar uma assembleia que definiria sobre novas eleições na entidade, todos foram barrados pela atual diretoria. Os cadeados do STR foram substituídos pelos diretores que quiseram impedir o ato democrático.

O evento aconteceu, pois os sócios tinham em mãos uma autorização judicial expedida pelo juiz Dr. Netanias Batista de Moura. Os cadeados foram abertos com a presença de advogados, de sócios, diretores e da Polícia Militar.

A manifestação dos agricultores no dia 24 de maio foi organizada pelos diretores que não estavam envolvidos nos escândalos. Eles tinham em mãos também um abaixo-assinados com assinatura de mais de 600 trabalhadores confirmando o desejo de mudança do resultado das eleições.

Antes, no dia 19 de maio, o edital de convocação dos sócios foi rasgado pela presidente Ângela Maria, que resolveu expor uma foto do ato nas redes sociais. A atitude foi considerada pelos trabalhadores desrespeitosa e uma afronta aos princípios éticos da entidade.

O representante do Ministério Público, Ednaldo Rodrigo Brito da Silva, decidiu no dia 08 de julho, quarta-feira, multar os referidos diretores em R$ 150 mil por quitação ilegal de sócios às vesperas das eleições.

A Justiça do Trabalho vai ouvir os diretores, a Comissão Eleitoral, os sócios que confirmaram as quitações ilegais, o Ministério Público e a Fetag no próximo dia 17 de agosto, quando será dada a sentença esperada pelos sócios.
Trabalhadores
Edição e postagem: Denison Duarte
Foto: Leomar Duarte