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‘A caverna que escondia escravos me chamou a atenção’, disse aluna da ENFOC sobre o Mimbó

Edição e postagem: Denison Duarte, em 07-04-2016 20:23 | Última modificação: 08-04-2016 15:25
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Quilombo Mimbó como objeto de pesquisa – Aproximadamente 80 alunos da Escola Nacional de Formação da Contag (ENFOC) estiveram no município de Amarante em uma visita pedagógica na manhã desta quinta-feira (7).

Os integrantes são alunos de formação político-sindical voltada à constituição de lideranças do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR).

Iniciada por volta das 7h30, tendo à frente a Federação dos Trabalhadores em Agricultura (Fetag), a visita pedagógica contemplou o Quilombo Mimbó em razão dos conteúdos do módulo voltados ao estudo das raças e etnias.

A oportunidade, segundo o diretor da Secretaria de Formação e Organização Sindical, Manoel Lázaro, foi importante para o movimento sindical por se tratar das origens dos moradores do Quilombo, numa história narrada pelos próprios habitantes do local, que relataram as transformações culturais ocorridas desde 1819.

“É um momento importante porque muitos (alunos) que estão aqui não sabiam sobre raças e nem como se trabalhar esse resgate da nossa identidade”, disse ele.

“A gente via o pessoal (os alunos) impressionado porque eles não sabiam que existiam essa forma de cultura no Piauí. A escola está fazendo esse resgate, e eles(os alunos) gostaram muito por se tratar de um momento positivo, pois o conhecimento é o que vai ficar”, completa.

O aluno Oscar Cardoso, do município de Madeiro do Piauí, que fica na região Norte do Estado, conheceu uma história antes contada apenas em livros. “A visita foi excelente porque tivemos acesso a histórias que só se contava em livros ou em rodas de amigos. O que achamos muito importante foi a resistência dessas pessoas até os dias atuais”

“O que a gente pode trazer de bom é que o movimento sindical não acaba, e vemos isso na história da formação de nossa sociedade. Quero parabenizar a Federação por esta realização e por esta oportunidade”, conclui.

O Quilombo Mimbó  – surpreendente

Cleia Abreu, do município de Barro Duro, se surpreendeu com a forma de vida, desde o sustento dos moradores na antiguidade até os dias atuais. “O curso é uma escola muito boa para qualquer integrante do movimento sindical. A ida ao Quilombo Mimbó foi maravilhosa porque a gente viu a realidade do antes e do momento atual. O que me chamou a atenção foi a caverna que escondia os escravos, por ser um local de difícil acesso. Outro fator interessante foi a obtenção do sustento dos moradores de antigamente, que era feito por meio da caça e da pesca.”

“O que me surpreendeu no curso foi a convivência com os demais integrantes. Isso vai me fazer continuar nos módulos seguintes por ser gratificante”, encerra.

“O curso é um processo que acontece em três módulos com políticas públicas voltadas ao homem do campo. O conhecimento é o fator mais importante porque essas pessoas vão lutar pelos seus direitos. o ENFOC é uma oportunidade com discussão de vários temas”, afirmou Paes Landim, da Assessoria de Imprensa da Fetag.

A vinda dos alunos e dos membros da Fetag contou com o apoio dos diretores do Sindicato dos Trabalhadores rurais de Amarante. A presidente e o secretário geral, Luíza Neta e Leomar Duarte, respectivamente, fizeram uma recepção na sede da instituição, onde encerraram as atividades com um almoço oferecido pelo STR.

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Edição e postagem: Denison Duarte

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