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Em Amarante, quase 200 alunos do Projovem Urbano são impedidos de entrar em escola; fotos

Edição e postagem: Denison Duarte, em 19-08-2015 13:17 | Última modificação: 19-08-2015 17:47
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Aproximadamente 200 alunos do Projovem Urbano foram impedidos de entrar na Unidade Escolar Antonio Gramoza, em Amarante, para assistir as aulas do programa na noite desta terça-feira, 18. Todos voltaram para casa sem compreender as causas reais do ocorrido.

O incidente constrangeu alunos e orientadores que há três meses participam do programa no município. “A prefeitura deveria ter nos avisado para que não passássemos esse constrangimento”, disse um educador, que preferiu não ser identificado. “De acordo com o vigia da escola a diretoria proibiu a entrada dos alunos porque venceu o prazo do acordo entre município e o Governo do Estado”, reforça.

Em conversa com o coordenador regional, Anselmo Rocha, em Floriano, o portal Somos Notícia foi informado que os contatos com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) estão sendo feitos para uma solução imediata do problema. “Tudo foi acordado entre o estado e o município”, disse ele ao confirmar o incidente desta terça-feira.

Por um lado, o município afirma que o Governo do Estado não concretizou a parceria para o funcionamento do programa. A diretora da Unidade Escolar Antonio Gramoza, Eliene Leite, afirmou que a coordenação geral ainda não ‘sentou’ com o município para regularizar o funcionamento do programa. “O convênio do governo municipal foi cancelado. Por isso, a Secretaria de Educação do município determinou que não deixasse os alunos entrar”

Já o secretário municipal de Educação, João Luís, disse que nunca foi procurado para tratar sobre a implantação do programa em Amarante e, por isso, não falaria sobre o assunto. “Essa determinação da diretora em não deixar os alunos entrarem, não partiu de mim, pode ter partido da Secretaria, mas não se trata de uma determinação minha. Desde o início, eu não fui convocado para nada, portanto não tenho como tratar desse assunto”, conclui.

Por outro lado, a coordenadora geral do programa no Piauí, Geusélia Gonçalves, afirmou ao Somos Notícia que desde o início, há três meses, há um entendimento feito previamente entre as partes. Ela disse ainda que “apesar do trabalho do estado, o senso escolar vai para o município porque a escola é de Amarante, e não do estado”. “Como trabalhamos em parceria, tudo a gente articula, tudo é negociado para que não haja problemas. Livros e merenda são fornecidos pelo Governo Federal por meio de um processo licitatório feito pelo estado e que está em andamento.”

Ela fala que até o início de agosto estava tudo indo bem em Amarante. Segundo ela, há desde o princípio um acordo com o município para a cessão de merenda aos alunos do Projovem sob forma de troca com a escola. “Nós tivemos um entendimento com o município no sentido de estender a merenda dos alunos do município para os alunos do ProJovem e quando a merenda do Projovem chegasse ao município seria feita a permuta.”

Quanto ao fornecimento de material, cabe ao governo federal, segundo a coordenadora. “A verba é federal, é do MEC. O material didático-pedagógico vem do Ministério da Educação e eu tive a informação que está sendo enviado em agosto ao município. Ao estado, cabe abrir um processo licitatório para aquisição do material escolar e merenda, e isso está sendo feito, não podemos indicar empresas sem licitação”, encerra a coordenadora ao afirmar que o estado vai investigar as causas do incidente que deixou aproximadamente 200 alunos do lado de fora da escola.
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Edição e postagem: Denison Duarte