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Morador faz B.O. por ‘desmatamento e invasão de terras com máquinas da Prefeitura de Amarante’

Edição e postagem: Denison Duarte, em 25-11-2016 11:09 | Última modificação: 25-11-2016 17:18
Hospital de Olhos

Morador x Prefeitura – Um Boletim de Ocorrência foi registrado nesta quinta-feira (24) na Delegacia de Polícia de Amarante tratando de nova invasão de terras por parte da Prefeitura Municipal nas proximidades do bairro Amarante Novo.

José Rodrigues da Silva, conhecido como José Dasdores, foi o autor da denúncia, apontado pelo Boletim como vítima.

No relato, o idoso José de Brito foi citado como fonte da informação ao denunciante. Ele assegurou à vítima que houve invasão das terras com uso de máquinas da prefeitura.

Em um conflito ocorrido em agosto de 2015, o Sr. José de Brito foi baleado no maxilar em uma disputa de terras com o prefeito Luiz Neto no bairro Amarante Novo.

A ocorrência com o idoso, segundo o Boletim, tramita na Justiça ainda sem definição.

Desta vez, a suposta invasão apontada pelo denunciante José Rodrigues no Boletim teria ocorrido na última quarta-feira, outra vez com uso de máquinas da prefeitura.

No relato da ocorrência entra em cena o nome do assessor do prefeito, Augusto César, como o mandante da invasão e desmatamento do local.

Por um lado, a prefeitura diz que as terras são da união e alega a ação argumentando que irá lotear; do outro lado estão os denunciantes, alegando o direito de uso da terra em razão dos 37 anos de zelo ao imóvel, tendo como base a lei do usucapião.

O filho do idoso, Jocieldo Brito, ratifica as afirmações do Boletim. “Uma equipe do prefeito, acompanhada do assessor Augusto César foi ao local nesta quinta-feira para medição dos lotes. No dia anterior, as máquinas foram lá e derrubaram tudo na parte de terras do José Dasdores. Eles (da prefeitura) já colocaram no local os piquetes para o loteamento”

Jocieldo Brito diz ainda que o assessor fala que a invasão está embasada em uma ordem judicial. “O advogado foi onde o juiz para saber se havia alguma autorização concedida por ele e foi informado que não houve nenhuma determinação judicial para o ato”, encerra.

Os moradores afirmam que vão buscar na justiça o direito de permanência no local.

O morador registrou o Boletim na manhã desta quinta-feira
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