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Comunidades rurais de Amarante sofrem falta d’água: ‘não depende de mim’, afirma secretário

Edição e postagem: Denison Duarte, em 02-09-2016 14:30 | Última modificação: 03-09-2016 09:46
Hospital de Olhos

Comunidades sem água – Os moradores do Assentamento Mimbó, em Amarante, enviaram ao Somos Notícia fotos da caixa d’água quebrada na comunidade, que deixou aproximadamente 60 famílias sem abastecimento.

De acordo com a denúncia, os habitantes vêm enfrentando a dificuldade há 1 ano, e a prefeitura nada fez para solucionar o problema.

“Nós já procuramos a prefeitura para trocar a caixa, mas ninguém deu atenção ao nosso apelo”, disse um morador, que não quis se identificar.

Questionado sobre a demora em fazer a denúncia, ele explica que “o povo vê o problema, mas não quer falar sobre o assunto. Na comunidade se alguém fizer a denúncia e se identificar, é perseguido!”

Procurado pelo Somos Notícia, o secretário municipal de Meio Ambiente, Epitácio Soares, afirmou que a solução do problema depende unicamente da Secretaria de Infraestrutura.

Ele afirma que tentou resolver a dificuldade da comunidade. “Não depende de mim. A base da caixa é problema da Secretaria de Infraestrutura. Enquanto não fizerem a base, não dá para colocar a caixa. Já pedi não sei quantas vezes para resolverem o problema e nunca foi feito nada.”

Situação semelhante, segundo Epitácio, está sendo enfrentada na comunidade Lagoa de Baixo. “Eu fui com o rapaz da Lagoa de Baixo na casa do secretário de Infraestrutura, mas não conseguimos porque ele depende de alguém para resolver o problema, e orientei a pessoa a procurar o prefeito.”

Epitácio Soares informou ao Somos Notícia que a caixa da localidade Lagoa de Baixo também caiu. “Estamos esperando a Secretaria de Infraestrutura fazer a base, para então colocarmos a caixa.”

Na comunidade Periperi, os moradores da Rua 2, estão também sem água nas torneiras, tendo que caminhar aproximadamente 200 metros até o poço para conseguir água. Segundo eles, trata-se de um problema que ocorre há oito anos.

“Eu faço cinco viagens pela manhã e cinco à tarde para buscar água todos os dias. Eu já estou velha e cansada. Não aguento mais fazer essas coisas”, disse a moradora Maria dos Anjos, de aproximadamente 60 anos.

“O pessoal da rua 2 vem buscar água no cano principal para lavar, fazer comida e beber. Eles estão sendo abastecidos no poço do Alcione”, afirmou um morador do Piripiri.

O Somos Notícia registrou o jovem morador, identificado como José da Cruz Ribeiro, transportando água nos ombros em um tambor de 25 litros. “Eu faço isso todos os dias porque não tem outro jeito”, disse ele.

O secretário municipal de Infraestrutura, conhecido como Jorge da Mocinha, foi procurado para esclarecer sobre as comunidades sem água, mas não foi localizado pelo site.

Comunidades sem água | fotos enviadas pelo Assentamento Mimbó

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