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‘O índice é muito alto’, afirma chefe de Endemias sobre 65 cães abatidos com calazar, em Amarante

Edição e postagem: Denison Duarte, em 10-08-2015 07:30 | Última modificação: 10-08-2015 11:04
Hospital de Olhos

De julho de 2014 a julho deste ano, 65 cães foram eliminados com diagnóstico positivo de calazar nas zonas rural e urbana do município de Amarante. O aumento é considerado alarmante pelo setor de Endemias, “apesar preocupação da população em relação ao contágio da doença em seres humanos”.

Em média, 5,4 animais foram abatidos por mês no período. “O índice é muito alto”, considerou o chefe do setor, Orisvaldo Coqueiro. A preocupação, segundo ele, é com a proliferação da doença parasitária transmitida pela fêmea do mosquito da espécie Lutzomia longipalpis, também conhecida como mosquito-palha.

A rápida ação do setor, de acordo com os agentes, é o que impede o aumento sem controle de casos, apesar dos números. “Orientamos os donos de animais para que nos procurem o quanto antes. Nós chegamos rápido tentando impedir que este número seja ainda maior, e também que pessoas sejam contaminadas.”

Em entrevista ao Somos Notícia, Orisvaldo Coqueiro cita algumas observações. “No início, o animal parece estar bonitinho e sem nenhum problema, mas, se estiver com a doença, ele rapidamente cai o pelo, cresce as unhas, apresenta fraqueza e remela nos olhos”

Os animais, segundo informações do setor, são eliminados com material adequado e enterrados devidamente no aterro sanitário com utilização de cal e areia.

Conhecido também como leishmaniose, o calazar é uma doença que não tem cura 100% garantida no tratamento, que apenas oferece melhor qualidade de vida e pouca longevidade dos cães infectados, que mesmo com os sintomas eliminados continuam como portadores.

calazarIMAGEM ILUSTRATIVA

Edição e postagem: Denison Duarte