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Nuvem com fumaça tóxica chega ao litoral paulista sem força, diz Inpe

Edição e postagem: Denison Duarte, em 26-09-2013 23:36 | Última modificação: 26-09-2013 23:39
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A nuvem gigantesca de fumaça tóxica, provocada após a explosão de parte de uma fábrica de fertilizantes em São Francisco do Sul (SC), chegou ao litoral de São Paulo, mas de acordo com uma pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de São José dos Campos (SP), a nuvem se dispersou ao longo do caminho e está perdendo força. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que também monitora o caminho da nuvem de fumaça, mas que por enquanto não há motivos para preocupação.

A pesquisadora Karla Lombo estuda a dispersão de poluentes na atmosfera. Ela está acompanhando a trajetória da nuvem de fumaça. Cerca de dez mil toneladas de um fertilizante a base de nitrato de amônio estão queimando desde a última terça-feira (24), quando houve a explosão de um depósito.

Por causa da circulação de ventos, os poluentes emitidos na combustão alcançaram o litoral de São Paulo, e devem seguir pela costa até o norte do Rio de Janeiro. "Como ela está em níveis baixos, ela tende a se depositar no oceano e também se misturar com gotas de nuvens e precipitar. Então, a tendência é que ela se dissipe e ela deve atingir até o norte do Rio de Janeiro, Espírito Santo, e nesse momento ela tende a voltar em direção ao continente, só que ela volta em direção ao continente, mas já muito tênue. Nesse momento ela não representaria um perigo para a população", explicou Karla Lombo.

Ainda de acordo com a pesquisadora, quem mora no litoral norte mal vai conseguir ver a nuvem de fumaça, porque ela vai chegar de forma bastante atenuada. O tempo nublado e as chuvas ajudam a dispersar os poluentes e diminuem os riscos para a população.

A nuvem pode conter dióxido de nitrogênio que, em contato com a radiação solar, forma o ozônio. Os dois são gases poluentes, mas o litoral de São Paulo não deve receber uma grande concentração dessa poluição. "Ela passou, realmente, muito próximo da costa, entre Santa Catarina e Paraná, então o que ela tinha que causar de estrago, ela já causou para aquela população daquela região", reiterou a pesquisadora.

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