Menu...

23 de junho de 2018

INSS dá nova chance para evitar que mais de 9 milhões percam o benefício


Hospital de Olhos
Nove milhões de brasileiros ganharam mais uma chance de evitar que o INSS cancele o pagamento do benefício. O instituto estendeu o prazo para que aposentados e pensionistas comprovem que estão vivos. E grande parte dessa multidão que ainda não compareceu a uma agência bancária, simplesmente, nem sabia que precisava fazer isso.

O processo até que é simples. Levar um documento com foto à agência bancária, confirmar algumas informações e pronto: está feita a comprovação de vida e renovação de senha. O problema é que muitos segurados nem sabiam que o INSS estava pedindo isso desde maio do ano passado.

Além da desinformação muitos têm dificuldades em ir até o banco. Resultado: 9,4 milhões de segurados não fizeram a comprovação exigida. A data limite era 30 de setembro, mas o INSS teve que dar mais tempo.

O prazo agora é até o dia 28 de fevereiro de 2014. Depois disso quem não fez a prova de vida deixa de receber o benefício, ou seja, fica sem a aposentadoria ou pensão. O que intriga os aposentados é ver que, em plena era da informática a previdência ainda não encontrou outra maneira de saber quem está vivo ou morto.

“A partir do momento que a gente morre, acho que o governo fica sabendo, não?”, questiona um homem.

Segundo o representante dos cartórios fica sim. A emissão de certidões de óbito tem que ser comunicada.

“Todos os cartórios de registro civil são obrigados a enviar as informações até o dia 10 do mês seguinte. O processamento das informações é todo a cargo do INSS”, explica Luís Carlos Vendramin Júnior, pres. Assoc. dos Regist. Pessoas Naturais – SP.

Apesar do acesso a informações de cartórios e do Ministério da Saúde o INSS não abre mão da presença.

“Este é um terceiro meio de comprovação que é necessária para que nos possamos fazer a gestão dos 30,7 milhões de pagamentos que nós colocamos à disposição dos nossos beneficiários”, ressalta Benedito Brunca, diretor de benefícios – INSS.

Como o grosso das fraudes é obra de quadrilhas que atuam dentro do sistema alguns idosos questionam.

“Tem tanta gente que faz falcatrua e recebe normalmente e a gente que faz tudo direitinho, certinho, tem que provar que está vivo. Acho um absurdo isso”, diz um aposentado.

Comente aqui

in elit. commodo libero commodo efficitur. id vulputate, Nullam libero. lectus Sed