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Em obra, prédio de cinco andares desaba

Edição e postagem: Denison Duarte, em 02-12-2013 22:06 | Última modificação: 02-12-2013 22:06
Em obra, prédio de cinco andares desaba

Desabamento de prédio em Guarulhos (SP)

Hospital de Olhos

Um prédio de cinco andares em construção desabou na noite desta segunda-feira (2) na Avenida Presidente Humberto Castelo Branco, altura do número 1.900, em Guarulhos, na Grande São Paulo, de acordo com os bombeiros. O acidente ocorreu por volta das 19h20 e, até as 22h45, nenhuma vítima havia sido localizada.

No horário, os bombeiros confirmaram que os 13 operários já tinham saído no momento do acidente. Uma pessoa ainda era procurada e poderia estar nos escombros, segundo a corporação. Dois vigias costumam dormir na obra, mas um havia saído momentos antes para ir ao supermercado. O outro está desaparecido.

Moradores de uma casa que fica ao lado da construção, e também foi atingida pelos escombros, foram retirados em segurança. Oito casas da rua debaixo foram esvaziadas por precaução, de acordo com a Defesa Civil do município. Os moradores foram encaminhados para as residências de parentes ou para abrigos.

Mais de 20 equipes dos bombeiros de Guarulhos, Suzano e Mogi das Cruzes foram enviadas ao endereço. No total, são 65 homens da corporação. Dois cães farejadores percorrem a área do acidente.

O prédio que estava sendo construído na avenida, que fica paralela à Rodovia Presidente Dutra, era comercial, de acordo com a Prefeitura da cidade. O nome da construtora ainda está sendo apurado.

Dificuldades

O capitão Cafer, do Centro de Operações do Corpo de Bombeiros, disse à Globo News que a principal preocupação é com a segurança das equipes de resgate. “A preocupação é se há mais galerias para baixo. Os bombeiros vão trabalhar na área colapsada e não há informações do que há abaixo deles”, afirmou.

Foi pedido que helicópteros não se aproximem muito da área para facilitar na localização de possíveis vítimas. O Corpo de Bombeiros solicitou o reforço de iluminação para que as equipes possam trabalhar.

O operário Francisco Antônio Barbosa de Souza, de 23 anos, disse que “muita gente” trabalha na obra, mas a maioria tinha ido embora às 18h, após o fim do expediente. “Tinha uns que dormiam ai. Uma faixa de uns seis, mas hoje não estavam todos. Só tinham uns dois”, afirmou.

Quando o acidente aconteceu, ele já estava em casa. Souza contou que a obra estava no quinto e último pavimento. “Ia bater mais uma laje e fazer a caixa d’água”, concluiu.