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A Agricultura Familiar e sua relação com os Sindicatos dos Trabalhadores Rurais

Edição e postagem: José Augusto Oliveira, em 21-03-2016 11:36 | Última modificação: 10-09-2017 18:59
Hospital de Olhos

Agricultura Familiar e os STR’s – Sabe-se que ao longo das décadas os STR’s vêm se mostrando como o principal canal de reivindicação e promoção de iniciativas com a finalidade de amenizar alguns problemas dos trabalhadores familiares rurais, principalmente no que diz respeito à concessão de alguns direitos antes inexistentes, para esta grande parcela da população amarantina. Será preciso rever a relação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de com as comunidades locais. A proposta é tentar observar a capacidade e as alternativas que os agricultores familiares junto com o STR encontraram ou não de dar respostas às dificuldades encontradas por este segmento.

A Agricultura Familiar e os STR’s: os problemas

Trabalhos nos mostram que os agricultores familiares estão se confrontando com uma série de problemas: uns típicos da agricultura em geral e outros típicos da região. Alguns problemas apontados são: a baixa capitalização, dependência de mercados locais e regionais, enfraquecimento do solo e minufundização (fragmentação da propriedade). É importante lembrar que estes não são problemas novos, mas eles têm recebidos dos agricultores respostas bastante inovadoras. Com isso podemos apresentar novos aspectos da agricultura que expressam as transformações da agricultura familiar, estes aspectos estão relacionados, e devem ser estudados articuladamente:

1) o papel do STR na organização de produtores rurais; será de suma importância que em certa medida o sindicato seja interlocutor hábil para buscar novas parcerias importantes para os agricultores familiares, em particular com ONG´s, como também com centros de ensino e pesquisa como é o caso das universidades. É importante frisar que estas parcerias tenham o principio de promover o desenvolvimento de novas praticas de cultivo e novas estratégias de produção que permitem aos agricultores superarem problemas estratégicos para a sobrevivência deles enquanto produtores, como também favorecerem o surgimento de novos elementos de uma nova cultura rural, obtida de sucessivas experiências inovadoras em vários aspectos de sua vida.

Entende-se por desenvolvimento sustentável, como sendo um processo de grandes mudanças, criações de oportunidades sociais que possam promover o crescimento econômico, conversão dos recursos naturais, qualidade de vida, cidadania e justiça social. Na prática, as políticas públicas, para atender essas demandas são emergenciais ou simplesmente compensatórias. Sendo assim, a agricultura familiar aparece como importante ponto estratégico da consolidação deste processo de transformação. Este segmento representa aproximadamente 18 % do total da população economicamente ativa (sem contar com o trabalho feminino).

A valorização da agricultura familiar e a realização da reforma agrária como construção de um projeto alternativo está relacionado a quatro argumentos básicos:

 Essas medidas podem constituir-se em alternativas viáveis para a geração de emprego e renda, reduzindo o número de desemprego;

  1. A Agricultura familiar é uma forma racional de utilização dos recursos naturais, produzindo formas eficientes, diversificando suas atividades (pluriatividade), e conservando o meio ambiente;

III. Contribui estrategicamente para a segurança alimentar do país, na medida em que aumenta o índice de produtividade, caso seja apoiadas por políticas públicas de assistência técnica, extensão rural, pesquisa agropecuária, crédito, etc;

  1. Com isso, torna-se a forma mais democrática de distribuição de recursos sociais, possibilitando a desconcentração da terra e do poder econômico, político e social.

Assim podemos entender a agricultura familiar como um setor estratégico capaz de estimular à economia nacional, fazendo uma redistribuição de renda e de riqueza, garantido a soberania alimentar, ampliando o espaço da cidadania, viabilizando o processo de conservação e preservação ambiental. Esse papel não pode ser subordinado, a agricultura familiar pode constituir o principal agente impulsionador do desenvolvimento, das atividades comerciais e de serviços nos médios e pequenos municípios do interior.

Agricultura familiar e os STR’s

Com isso a agricultura familiar pode desencadear uma grande rede de formas associativas que serão determinantes para o crescimento econômico, consolidando a democratização, ampliando os espaços de participação popular, construindo a cidadania no campo e elevando as condições de vida da maioria da população. Atrelado à importância da Agricultura Familiar, os Sindicatos de Trabalhadores Rurais vêm desempenhando um importante papel no desenvolvimento da agricultura familiar, como também na tentativa de diminuir alguns problemas deste segmento.

José Augusto S. de Oliveira
Técnico Agrícola
Especialista em Irrigação e Drenagem
Membro Inovagri
Filiado ABID
Colaborador Greenpeace Brasil